NotíciasNotícias
Docente do curso de Medicina e mestre pelo MPPS CESMAC faz capacitação sobre aborto previsto em lei
O médico obstetra e professor do curso de Medicina do Centro Universitário CESMAC, Robério Garbini, ministrou uma capacitação sobre o polêmico tema do aborto legal/interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, para os…

O médico obstetra e professor do curso de Medicina do Centro Universitário CESMAC, Robério Garbini, ministrou uma capacitação sobre o polêmico tema do aborto legal/interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, para os profissionais da Área Lilás do Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira - HM. Na oportunidade foram reforçados os conhecimentos sobre a legislação vigente no Brasil, relacionada ao aborto consentido, que deve ocorrer quando a vida da gestante comprovadamente corre risco, nos casos de estupro ou quando o bebê não possui cérebro. Iniciativa integra a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde – PNEPS.
Robério Garbini, que também tem Mestrado Profissional Pesquisa em Saúde – MPPS/CESMAC, inclusive pesquisando sobre o tema, falou ainda sobre os tipos de abortos previstos em lei e como funciona esse processo na perspectiva da violência sexual, além da hierarquia das normas jurídicas.

“O grande problema que temos na questão do aborto legal é o Código Penal Brasileiro, de 1940, que estabelece os permissivos legais para a interrupção da gravidez nos casos previstos em lei. Em dois incisos no artigo 128, a legislação não pune o médico que realiza o aborto: para salvar a vida da mulher (se a gestante tiver uma patologia grave que possa levá-la a óbito) e para o caso de uma gestação decorrente de estupro. Além disso, em 2012, o Superior Tribunal Federal – STF, decidiu por ampliar essa permissividade também nos casos de anencefalia, através de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF, a de número 147” explicou, ao observar que o Código Penal deveria ser atualizado e adequado em virtude das mudanças que aconteceram ao longo desse tempo.
O médico enfatizou que, após a abertura da Área Lilás no HM, as vítimas de violência sexual no Estado passaram a ter um acolhimento melhor durante os momentos do processo de produção do cuidado, diferenciando-se da tradicional triagem. “Quando essa vítima chega ao Hospital da Mulher, ela é direcionada imediatamente para a Área Lilás, onde encontra uma equipe multidisciplinar formada por psicólogo, assistente social, enfermeira, médico, perito e um agente policial. Também temos as medicações preventivas para o HIV/Aids e as IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis). A paciente é acolhida, resolvendo todas as questões num único espaço, inclusive, com o acompanhamento ambulatorial. Isso é um avanço para o Estado”, destacou o obstetra.

