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Professores do Cesmac homenageiam Maceió dando nome para uma nova espécie de parasito de peixe

O trabalho intitulado: Taxonomy and Systematics of Two New Species of Myxobolus (Cnidaria: Myxobolidae) Parasitizing the Gills of Mugil curema (Mugilidae) from the Brazilian Coast, foi publicado no importante periódico…

Acervo de imprensa CESMAC
O trabalho intitulado: Taxonomy and Systematics of Two New Species of Myxobolus (Cnidaria: Myxobolidae) Parasitizing the Gills of Mugil curema (Mugilidae) from the Brazilian Coast, foi publicado no importante periódico internacional com sede na Polônia, Acta Parasitologica, e descreveu duas novas espécies de microparasitos do gênero Myxobolus, denominadas de Myxobolus curemae, homenageando o peixe hospedeiro e Myxobolus maceioensis.
O nome teve o propósito de homenagear o importante município do estado de Alagoas e também chamar a atenção para importância dos estudos que explorem a biodiversidade em ecossistemas que sofrem com degradação, como é o caso do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba. O peixe estudado é muito consumido pela população brasileira e conhecido como Tainha, nome científico, Mugil curema.
Os peixes foram pescados em duas localidades distintas, nos litorais paulista e alagoano. O trabalho é parte de um projeto fomentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas – FAPEAL e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP. Em Alagoas, a pesquisa é coordenada pelo Prof. Dr. Rodney Kozlowiski de Azevedo e conta com a colaboração da Profa. Dra. Vanessa Doro Abdallah Kozlowiski, ambos especialistas no tema e docentes do Programa de Pós-Graduação em Análise de Sistemas Ambientais – PPGASA/Cesmac.
“Temos que formar pessoas que possam trabalhar com taxonomia, ou seja, que tenham capacidade de identificar as espécies presentes em ambientes tão impactados como por exemplo o Complexo Estuarino Lagunar onde desenvolvemos nossos trabalhos, pois com as ações antrópicas que promovem a degradação, muitas espécies de peixes correm risco de extinção e algumas dessas espécies apresentam alguns parasitos que podem ser importantes como bioindicadores de qualidade ambiental e podemos perder essa importante ferramenta de diagnóstico, caso os peixes sejam extintos”, explica o Professor Rodney.
O Pesquisador ainda afirma que trabalhos dessa importância, podem chamar atenção internacional para investimentos em conservação de nossos recursos hídricos e contribuir com as políticas públicas de municípios, estados e da União.
Acesse o link para conferir a publicação: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35593955/
 

Conteúdo do acervo oficial do CESMAC. Datas, informações e eventuais processos citados refletem a publicação original.

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