TRANSFORMANDO VIDAS. DESDE 1973.
Nossas unidadesEditais e documentosJá sou aluno
O PRÓXIMO PASSO É SEU

Qual é o seu futuro?

Todas as unidades. Todas as possibilidades.

Notícias
NotíciasNotícias

Professores do CESMAC integram equipe de diagnóstico da COVID – 19 no Estado de Alagoas

A ideia é que o Laboratório de Inovação Farmacológica – LAIF, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Alagoas – UFAL funcione como um braço do Laboratório Central de Alagoas – Lacen, para…

Acervo de imprensa CESMAC
A ideia é que o Laboratório de Inovação Farmacológica – LAIF, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Alagoas – UFAL funcione como um braço do Laboratório Central de Alagoas – Lacen, para eliminar a fila de testes existentes no estado. Todo o trabalho é feito em interação com a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas.
O Laboratório da UFAL é coordenado pelo Professor de farmacologia da universidade, Marcelo Duzzioni. A equipe de pesquisadores é composta por cerca de dez professores doutores, incluindo o professor Axel Cofré, biólogo formado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR, mestre em biologia celular e molecular pela Universidade Federal do Paraná - UFPR, doutor em ciências pelo Instituto Carlos Chagas - Fiocruz/PR, com estágio na Universidade do Colorado dos EUA. Professor do módulo de BCMOL do curso de Medicina do CESMAC e pesquisador do Laboratório de Inovação Farmacológica da UFAL.

“Estamos na etapa da adequação do espaço. A previsão é que dentro das próximas semanas a equipe deva fazer os primeiros testes. Vamos receber as amostras do Lacen e devolver já os resultados para o Laboratório Central, essa será a dinâmica, que deve aumentar o número de testes de forma significativa, em torno de 180 a 200, contribuindo com os 40 já realizados pelo Lacen”, detalha.
Os pesquisadores revelam que esse quantitativo pode aumentar muito, dependendo da demanda. Os resultados vão entrar para os dados do Ministério da Saúde, contribuindo intensamente no combate à doença.
A docente Letícia Anderson também integra o grupo. Farmacêutica formada pela Universidade Estadual de Maringá - UEM/PR, doutora em Bioquímica pela USP/SP e pós-doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular pela USP. Pesquisadora do grupo de pesquisa regulação da resposta imune (IMUNOREG) da UFAL. Docente do Mestrado Profissional Análise de Sistemas Ambientais e dos cursos de Biomedicina, Nutrição e Enfermagem do CESMAC.

“A princípio vamos trabalhar com uma equipe de professores doutores e pesquisadores do CESMAC e da UFAL, que têm uma grande experiência com biologia molecular. Como a técnica depende de alguns cuidados, inicialmente só teremos professores para os testes e validações iniciais, mas em algum momento devemos envolver alunos da pós-graduação também”, explica a professora e pesquisadora Letícia Anderson.
 
Como funciona?

A técnica para detecção da Covid-19 é baseada na RT-PCR em tempo real, que significa “Transcriptase reversa (RT) – Reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real”. Para a realização do exame é feita uma coleta via nasal de uma amostra do paciente, essa amostra é encaminhada aos laboratórios que irão realizar a RT-PCR em tempo real.
A primeira etapa é a extração e purificação do material genético do vírus. Nesse momento ainda não se sabe se a pessoa é ou não positiva para coronavírus. O vírus da Covid-19 possui uma cápsula de gordura e dentro dessa cápsula encontra-se o material genético, que nesse caso é formado por RNA (ácido ribonucleico). O processo de extração e purificação do RNA viral leva por volta de 2 horas, com o RNA do vírus extraído é feita uma transcriptase reversa (RT) que consiste na transformação do RNA (que é formado por uma fita simples) em um DNA (fita dupla) complementar, chamado de cDNA.
A reação em cadeia da polimerase (PCR) é uma técnica que ao final de repetidos ciclos de variações de temperatura são produzidas milhões de cópias de um determinado cDNA. Caso o paciente seja positivo para coronavírus serão produzidas milhões de cópias específicas do cDNA de Covid-19. Além disso, a RT-PCR é em tempo real, que significa que ao final dos ciclos da reação em cadeia da polimerase já se tem o resultado da amostra do paciente.
A RT-PCR em tempo real demora em média 3 horas para ser realizada. Mas porque é necessário produzir milhões de cópias? A RT-PCR em tempo real é uma técnica muito sensível e é possível realizá-la a partir de apenas 2 vírus presentes em uma amostra. Acontece que o equipamento utilizado para analisar essas cópias (termociclador em tempo real) não consegue “enxergar” apenas duas cópias de cDNA, sendo necessárias milhões delas.
Só é possível dizer se uma pessoa é positiva ou negativa para o coronavírus ao final de todo esse processo. Isso porque, caso a pessoa seja positiva, o RNA viral será extraído e produzido o cDNA que, pela PCR, será amplificado milhões de vezes e detectado pelo equipamento. Caso o paciente seja negativo, nenhuma cópia de cDNA será produzida, uma vez que não existe o RNA viral na amostra. Dessa forma, ao final dos ciclos da PCR não existirão milhares de cópias do cDNA e o equipamento nada detectará. (Explicação feita pelo doutor em ciências, professor Axel Cofré).


 

Conteúdo do acervo oficial do CESMAC. Datas, informações e eventuais processos citados refletem a publicação original.

Consultar fonte original
Voltar para a imprensa
Seu futuro começa aquiInscreva-se